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Marca pessoal para médicos: como construir uma marca sem criar um personagem

Foto do escritor: Anamar Lima
Anamar Lima
26 de ago.
6 min de leitura

Todo médico possui uma marca pessoal, mesmo que nunca tenha pensado estrategicamente sobre ela.


A forma como atende, os assuntos pelos quais é reconhecido, sua trajetória, sua maneira de explicar um diagnóstico, sua presença digital, suas fotografias e até aquilo que outras pessoas dizem sobre seu trabalho contribuem para construir uma percepção.


É essa percepção que forma sua marca.


Por isso, construir uma marca pessoal médica não significa inventar uma personalidade para o profissional. Significa compreender quem ele é, como atua e como deseja ser reconhecido e tornar isso mais claro e coerente em sua comunicação.


O problema começa quando “trabalhar a marca pessoal” é confundido com aprender a interpretar um personagem na internet.



O que é marca pessoal para médicos?


Marca pessoal médica é a percepção construída em torno de um médico como profissional.


Ela é formada pela combinação de diferentes elementos: trajetória, especialidade, áreas de atuação, conhecimento, valores, comportamento, linguagem, imagem e experiências que outras pessoas têm com aquele profissional.


Isso significa que marca pessoal não é sinônimo de Instagram.

Também não é logotipo.

E não começa quando o médico decide investir em marketing.

A marca já está sendo construída.


O branding permite trabalhar essa percepção de forma mais consciente.


Todo médico tem uma marca pessoal?


Sim. Não é necessário possuir milhares de seguidores, produzir conteúdo ou ser conhecido nacionalmente para ter uma marca. Um médico que construiu sua carreira principalmente por indicação também possui uma marca.


Se colegas costumam indicá-lo por determinada característica, existe uma percepção.

Se pacientes frequentemente o descrevem de determinada maneira, existe uma percepção.

Se ele passou a ser reconhecido por determinada área de atuação, existe uma percepção.


A diferença é que nem sempre essa construção aconteceu de maneira intencional.

Trabalhar a marca pessoal permite identificar o que já existe, compreender o que faz sentido fortalecer e decidir como isso deve aparecer na comunicação.


Marca pessoal não é criar um personagem


Uma das maiores distorções na construção de marcas pessoais acontece quando o profissional começa a pensar: “Como eu preciso parecer para funcionar na internet?”

E, pouco a pouco, a comunicação deixa de representar a pessoa.


Surge uma personalidade mais extrovertida porque parece gerar engajamento.

Uma forma de falar que não existe fora das redes sociais.

Uma estética escolhida apenas porque está em alta.

Opiniões exageradas porque conteúdos polarizados chamam atenção.

Uma rotina transformada em espetáculo porque aparentemente é isso que uma “marca pessoal forte” precisa fazer.


Pode até funcionar como conteúdo.

Mas não necessariamente funciona como marca.


Uma marca pessoal consistente não exige que o médico se transforme em uma versão performática de si mesmo. A comunicação precisa ampliar características verdadeiras do profissional, não substituí-las por um personagem.


Então o que diferencia uma marca pessoal médica?


Diferenciação não precisa significar excentricidade. Muitas vezes, a singularidade está na combinação de elementos que já fazem parte daquela carreira.


Dois médicos podem ter a mesma especialidade e ainda possuir:


  • trajetórias diferentes;

  • áreas de maior interesse diferentes;

  • formas diferentes de explicar;

  • personalidades diferentes;

  • relações diferentes com seus pacientes;

  • repertórios diferentes;

  • objetivos profissionais diferentes;

  • visões diferentes sobre a própria profissão.


É essa combinação que começa a tornar uma marca particular.


O objetivo não é descobrir uma característica que nenhum outro médico no Brasil possui.

É identificar o que precisa ganhar clareza para que aquele profissional não pareça intercambiável com qualquer outro.


Marca pessoal médica e posicionamento são a mesma coisa?


Não exatamente.

A marca pessoal é a percepção construída em torno do profissional.

O posicionamento é uma decisão estratégica sobre como essa marca deseja ser compreendida e reconhecida.

Por isso, o posicionamento faz parte da gestão da marca pessoal.

Ele ajuda a selecionar quais aspectos da trajetória, atuação e identidade profissional precisam ganhar maior destaque.

Um médico pode possuir inúmeras formações, interesses e características.

Nem tudo precisa ocupar o mesmo espaço na comunicação.

Posicionar também é escolher.


É preciso escolher um nicho para ter uma marca forte?


Não necessariamente.

Especialização e nicho podem ser importantes para determinados profissionais, mas construir uma marca não significa obrigatoriamente restringir artificialmente a própria atuação.


Existe uma diferença entre comunicar com clareza uma área pela qual o médico deseja ser reconhecido e fabricar um nicho apenas porque uma estratégia de marketing afirma que ele precisa “dominar um mercado”.


A marca deve acompanhar a realidade profissional.

Não criar uma carreira fictícia para tornar a comunicação mais vendável.


A identidade visual faz parte da marca pessoal médica?


Sim, mas não é a marca inteira.


Identidade visual é uma das formas pelas quais a marca se torna visível.

Logotipo, cores, tipografias, grafismos, fotografia e composição podem ajudar a traduzir visualmente o posicionamento e a personalidade do profissional.


Mas uma identidade visual sofisticada não resolve uma marca sem clareza.

A aparência precisa representar alguma coisa.


É por isso que o processo não deveria começar perguntando apenas:

“Quais cores você gosta?”


Antes disso, precisamos entender:

“Quem essa marca representa?”


Marca pessoal médica nas redes sociais


As redes sociais se tornaram um dos principais pontos de contato entre médicos e público.


Mas são apenas um ponto de contato. A marca também existe no Google, no site, no consultório, nos materiais profissionais, em uma palestra, na relação com colegas e na experiência do paciente.


Isso é importante porque impede que a marca pessoal seja construída exclusivamente para funcionar no Instagram.


Algoritmos mudam.

Formatos mudam.

Plataformas mudam.

Uma marca precisa sobreviver a essas mudanças.


Médico precisa mostrar a vida pessoal para construir uma marca?


Não. Humanização não é sinônimo de exposição.

Existem médicos que se sentem confortáveis compartilhando aspectos da vida pessoal e outros que preferem preservar esse espaço.


As duas escolhas podem ser coerentes.


Mostrar família, rotina, viagens, exercícios ou bastidores pode aproximar o público quando isso acontece de maneira natural e faz sentido para aquela pessoa. Mas não deveria ser tratado como obrigação estratégica.


É possível construir proximidade por meio da linguagem, da forma de ensinar, das opiniões profissionais, da maneira de responder dúvidas e da própria presença do médico.

Ser humano não exige transformar a intimidade em conteúdo.


Como construir uma marca pessoal médica?


O primeiro passo é olhar para dentro antes de olhar para o mercado.


Algumas perguntas ajudam:

  • Como você chegou até aqui?

  • Por quais assuntos deseja ser reconhecido?

  • Quais áreas realmente fazem parte da sua atuação?

  • O que seus pacientes e colegas já reconhecem em você?

  • Como você costuma explicar assuntos complexos?

  • Que características não gostaria de perder ao profissionalizar sua comunicação?

  • Que tipo de médico deseja ser nos próximos anos?

  • Sua presença digital representa o profissional que existe fora dela?


A partir disso, é possível trabalhar posicionamento, identidade, linguagem, fotografia e comunicação. Não para construir uma pessoa nova. Para tornar a pessoa que já existe mais compreensível como marca.


Uma marca médica pode evoluir?


Pode e provavelmente vai. Carreiras mudam. O médico conclui novas formações, desenvolve novos interesses, passa a atuar em outras frentes, abre uma clínica, muda de cidade ou simplesmente amadurece sua maneira de exercer a profissão.


A marca precisa acompanhar essa evolução.


Consistência não significa permanecer igual para sempre.

Significa evoluir sem perder completamente o fio que permite reconhecer quem está por trás daquela marca.


Como o Lapidário trabalha marcas pessoais médicas?


O Lapidário Comunicação trabalha com branding, posicionamento, identidade visual, design e comunicação para médicos e negócios de saúde. Nos projetos de marca pessoal médica, o ponto de partida não é encontrar uma fórmula de posicionamento pronta.


É compreender o profissional, sua trajetória, sua atuação, sua personalidade e seus objetivos para construir uma marca coerente com quem ele é e com quem deseja se tornar.


O Lapidário está localizado em Caruaru, Pernambuco, e atende médicos de diferentes especialidades e regiões do Brasil de forma online. Não trabalhamos para fabricar personagens. Trabalhamos para construir marcas capazes de representar quem existe por trás do CRM.


Perguntas frequentes sobre marca pessoal para médicos


O que é marca pessoal médica?

Marca pessoal médica é a percepção construída em torno de um médico a partir de sua trajetória, atuação, posicionamento, comportamento, identidade e comunicação.


Todo médico tem uma marca pessoal?

Sim. Uma percepção profissional é construída mesmo quando não existe um projeto formal de branding ou uma presença ativa nas redes sociais.


Médico precisa ter Instagram para construir marca pessoal?

Não. As redes sociais são apenas um dos pontos de contato de uma marca. Site, Google, reputação profissional, experiência, materiais e relações com pacientes e colegas também participam dessa construção.


Médico precisa mostrar a vida pessoal nas redes sociais?

Não. Exposição pessoal não é obrigatória para construir proximidade ou uma marca forte. O nível de exposição deve respeitar a personalidade e os limites de cada profissional.


Marca pessoal é a mesma coisa que posicionamento?

Não. Marca pessoal corresponde à percepção construída sobre o profissional. Posicionamento é uma decisão estratégica sobre como essa marca deseja ser reconhecida.


Como começar a construir uma marca pessoal médica?

O processo começa pela compreensão da trajetória, atuação, diferenciais, personalidade, públicos e objetivos do médico. A partir disso, podem ser desenvolvidos posicionamento, identidade e comunicação coerentes com o profissional.

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